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Comportamento

Por: Renata Fernandes

Reflexo da Infância
Que homens e mulheres são diferentes todo mundo já sabe.Porém, poucos admitem que a educação dada durante a infância influenciará no modo como agirão na fase adulta.

Os pais devem ficar atentos à maneira como criam meninos e meninas. Nisso também há diferenças, afinal quem não quer ter um filho competente e feliz.

O livro "Criando Meninos", do terapeuta britânico Steve Biddulph, revela o universo infantil masculino e ensina como entende-lo. No best seller, Biddulph diz que atualmente as meninas são mais seguras de si, motivadas e mais aplicadas. Enquanto os meninos, com freqüência, não têm objetivo, vão mal na escola, têm dificuldades de relacionamento, expõem-se à violência, ao álcool, às drogas e outros perigos. O autor diz ainda que é possível perceber as diferenças entre meninos e meninas ainda na pré-escola e ressalta a importância da figura materna e, especialmente, da presença do pai na vida de um filho.

Para a psicoterapeuta alemã Gisela Preuschoff, autora da obra "Criando Meninas" não existem fórmulas exatas para criar os filhos. No lançamento do livro, Preuschoff revelou que a verdade é que tanto meninos quanto meninas têm de crescer felizes. Então as regras são as mesmas: amá-los e aceita-los como eles são, fazendo-os se sentir queridos pelo mundo, mostrando a eles que podem ter uma relação de profunda confiança com os pais.

A psicóloga Adriana Nunan , doutoranda em psicologia clínica na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), diz que apesar dessa ser uma discussão complicada, ela acredita que meninos e meninas devem ser criados da mesma forma no sentido de imposição de limites, ensinar responsabilidade aos poucos, promover a auto-estima, estimular as habilidades da criança e prover afeto.

Segundo a professora universitária e mestre em psicologia, Sandra Kerbauy Resende, o desenvolvimento social das pessoas começa logo após o nascimento e suas habilidades vão se tornando mais bem elaboradas no decorrer da infância, por meio da imitação dos comportamentos sociais dos pais e familiares. "Tanto a família quanto a escola devem estimular a construção de comportamentos solidários e demonstrações de afetos na mesma medida que devem desestimular os comportamentos violentos para que o bom resultado acadêmico se verifique", diz. V & A

Fonte: Revista Vida & Arte, ano 1, n. 5, p. 54 (9/4/2005)